O foco do Flamengo é Adriano. Ídolo do clube e protagonista de muitos problemas, o atacante vem sendo tratado com todo cuidado pela diretoria. Paciente e ciente da importância do Imperador, a presidenta Patricia Amorim reiterou que disponibilizará tudo para o bem do jogador. Em entrevista ao jornal O Dia, ainda admitiu que ele terá ajuda de uma psicóloga.
"Ele está sendo acompanhado pelo doutor Jose Luiz Runco (médico do clube e da seleção), que nem viajou para Caracas (local do jogo desta quarta, pela Libertadores). Vai ter o auxílio de uma psicóloga que é famosa. Só não me recordo o nome, pois não sou desse ramo. A gente está encarando isso como um problema médico”, disse a dirigente, referindo-se ao problema do alcoolismo de Adriano.
Perguntada sobre a reação do atacante ao saber do tratamento psicológico, Patricia esquivou-se. “Não sei te dizer se essa ideia partiu dele, mas está havendo aceitação. O comprometimento será do médico, do treinador, do atleta, de todo mundo”.
Nome forte na lista de Dunga para a Copa do Mundo, Adriano sofre hoje a ameaça de não ser convocado. Isso porque ele está acima de seu peso ideal e, por isso, teria recebido um ultimato do técnico da seleção brasileira.
Patricia Amorim, ciente do fato, reafirmou que não medirá esforços para recuperar o Imperador e frisou o quanto seria importante para o clube ter seu atual ‘símbolo’ levando as cores rubro-negras à África do Sul.
“Uma doença não é privilégio. Ele tem um problema e, hoje, se sente à vontade para encarar isso. Estou falando em relação ao que conversei com o doutor Runco. Adriano começou no Flamengo, é um símbolo do clube. Vamos tentar resgatar um grande jogador e é importante mandá-lo à Copa. Vamos disponibilizar o que for preciso”, avisou Patricia.
Ao fim, a presidenta falou novamente sobre o apoio irrestrito ao jogador, mas alfinetou seus ‘parceiros’, que o acompanharam a um baile funk na última sexta-feira, dando inicio ao episodio conflitante com a noiva do Imperador. Neste episodio, estavam presentes atletas importante do grupo, como o goleiro e capitão Bruno e Vagner Love, por exemplo.
“Nosso esforço é para que ele vá (para a Copa). O Flamengo não vai medir esforços. A nossa parte, a gente está fazendo. É queridíssimo pelo grupo. O grupo joga para ele. Só acho que os seus companheiros, que tanto gostam dele, que dedicam os gols a ele, não estão ajudando muito”, encerrou.